norte-colônia
“No trato com a loucura, precisamos dar um tempo que nós mesmos não temos – A Nau do Tempo-Rei”.
O projeto nasceu sendo representante da região norte na I Convocatória Casa B Residência Artística, Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea, em Jacarepaguá/RJ, no mês de outubro de 2016. O artista fez pesquisa na Colônia Juliano Moreira, local onde é polo de hospitais psiquiátricos da região oeste da cidade do Rio de Janeiro/RJ.
JUSTIFICATIVA
O projeto nasceu em uma imersão à loucura, dentro da busca dos lugares invisíveis dentro do invisível. Em busca de investigar e [re]descobrir o tempo de pessoas colocadas a margem e dentro de um espaço em que não reconhecem como casa. O processo reflete em observar e estudar os corpos que habitam aquele espaço/tempo, o corpo que não recebe visitas e que está em processo de mudança. São tantas localidades desses seres estrangeiros habitantes do espaço pré-julgado “ocultação de loucos”.
O trabalho de memória visual a partir do corpo e memória que torna-se um objeto de performance, deixando o corpo passar por um outro nível na experiência visual. Buscando obter as respostas dentro de uma pesquisa com organicidade, mantendo um trabalho com a obra totalmente vulnerável ao público e respectivas provocações. A junção desses elementos artísticos flui em contar histórias de (nenhuma) loucura, sobre nós e nossas limitações.
PERFORMANCES
RUÍNA
Lugar de contato com coisas que não estavam perto. O corpo móvel preso em um determinado espaço. Corpo em espaço vazio investigando chão, parede e uma imagem de teto de vidro. Forma de casa que muito me lembra um labirinto.
![_envelhecer num corpo [ainda] jovem_.jpg](https://static.wixstatic.com/media/7e68ba_60e3b93484094b4daf0a54fd90318db4~mv2.jpg/v1/fill/w_359,h_360,al_c,q_80,usm_0.66_1.00_0.01,enc_avif,quality_auto/_envelhecer%20num%20corpo%20%5Bainda%5D%20jovem_.jpg)

CELA
Corpo imóvel e corpo investigativo juntos e se conectando com as memórias de espaço e tudo que circulou em sua demarcação. Velocidades, planos, paredes e manequim. Corpo plástico falso entra sem se saber sua aura.
POROZIDADE
Radicalidade, porosidade e pele.
Dança com jaca, cocô de cavalo e limitações. Pensamento homem sobre o corpo mulher partindo de frases e diálogos dos usuários dos núcleos da Colônia. O como ser pequeno dentro de um espaço; experimento de permanecer/ser/estar livre dentro de muros.


MENINO - NIÑO
“Intervenção para quem vende abacaxi na trilha”. Apropriação {leia-se EXPLORAR}. Tomar para si e vestir. Investigação de “vestir”, a partirdas roupas dos usuários dos núcleos da Colônia. Se veste do que está no seu espaço e constrói seu corpo. Vestir o que ouço.

Experimento Cela Bispo - 14 OUT 16



